I. A história
Um prato servido desde as festas de 1641.
Uma família do Jardim Álamo, de sobrenome Caraça, relatou que seus antepassados já comiam o guisado durante a Festa de Nossa Senhora do Bonsucesso, celebrada desde 1641. Em Guarulhos, o prato ganhou identidade própria ao reunir ingredientes ligados à história indígena, colonial e comunitária da cidade.
O pinhão, semente da araucária, já alimentava os primeiros habitantes da região, os indígenas Maromomi. Cada ingrediente guarda um capítulo dessa história.
A palavra
De onde vem “guisado”
Wisa
germânico
maneira, forma
Guise
francês antigo
maneira, modo
Guisar
verbo
cozinhar a partir de um refogado
Guisado
particípio
ensopado de cozimento lento
O relato da família Caraça foi registrado em “Revelando a História do Bonsucesso e Região: Nossa Cidade, Nossos Bairros” (2010), em pesquisa do historiador Elton Soares.
II. Ingredientes
Os quatro ingredientes do guisado.




Com frango, colorau, amendoim, alho, cebola e coentro, numa panela de barro sobre o tripé.
Para beber junto
Suco de cambuci
Fruta nativa da Mata Atlântica. O nome indígena significa “pote de água”. Realça os sabores e é digestivo.
Vinho branco
Leveza e um trago “fóssil”, em referência às antigas vinícolas guarulhenses.
III. A sobremesa
Sorvete de mandioca.
Sobremesa caseira e contemporânea, ligada à tradição alimentar do bairro Torres Tibagy, especialmente à família Evaristo Gimenes, com relatos de degustação registrados em 2016. A partir de 1950, a chegada da geladeira transformou o bolo de mandioca em sorvete: mandioca cozida, açúcar, leite, creme de leite e leite condensado. Bate, ferve, gela e serve.









